Numerologia

A Numerologia é uma aplicação da ciência das vibrações sonoras.

A vibração é uma manifestação do princípio de vida e de inteligência. Não há coisa alguma no universo que não tenha ao menos uma parcela de vida, pois tudo o que existe é uma manifestação de energia.

Um objeto físico qualquer, por mais desprovido de vida que pareça, contém um elemento de vida, uma energia vibratória, constituída por partículas distintas, que se acham unidas pela lei da atração ou coesão, formando assim o feitio material que o distingue dos outros objetos.

O homem é o mais poderoso centro de manifestação de energia que se encontra no meio terrestre, tendo reunido em si todas as lições e experiências vibratórias dos diversos reinos da natureza, partindo do átomo até as mais altas classes de seres animais.

As vibrações da corrente humana comportam inúmeros graus., pelos quais o homem passa durante séculos de experiências, até atingir o grau máximo.

Terminado este, o homem passa para ciclos superiores de vibração, em que sua consciência se expande cada vez mais.

A experiência que o homem adquire pelas suas passagens em diversos graus de vibração, edificam seu caráter, refinam sua qualidades, tornam cada vez mais complexa sua natureza.

Pouco se sabe a respeito das origens da ciência que pretende interpretar o homem pela determinação do lugar que ocupa na zona da corrente vibratória. Julga-se que, por meios a nós desconhecidos, os antigos tinham determinado as vibrações numéricas e descoberto os números correspondentes às letras dos nomes.

Devemos a Pitágoras os fundamentos da Filosofia dos Números, baseada nas “Leis dos Opostos”, porém sabemos que ele aprendeu nos templos egípcios, os ensinos que nos deixou sobre a matéria.

Se analisarmos seu nome por meio da Numerologia, veremos que ele devia ter sido um mestre muito positivo e prático, sendo, talvez, por esta razão que ele apresentou, no meio do misticismo que rodeava a revelação dos números, os princípios definidos que serviram para formar um sistema de filosofia prática, como se pode ver pelos fragmentos que nos chegaram de seus ensinos.

O mundo deve-lhe o atual sistema de divisão musical, que se baseia nas mesmas leis de progressão e periodicidade das quais se serve a Numerologia. Deixou-nos o ciclo evolutivo dos números de I a 9, em que se realiza a expressão da vida humana.

Com era costume entre os antigos filósofos, Pitágoras nunca escreveu livros e todos os fragmentos de seus ensinos nos foram transmitidos por discípulos.

Suas idéias fundamentais de Deus levaram-no a empregar a teoria dos números para explicar o sistema cósmico e a criação.

O sistema de vibrações numéricas, ensinado por Pitágoras, se estendia a dezenas e centenas, mas sua base fundamental era a série dos números de l a 9, de modo que, com esta série apenas, podemos formar uma interpretação do caráter e das condições do indivíduo.

“Toda vida se destina a um fim e este é a aquisição da consciência de Deus ou do Todo”, tal era o ensino pitagórico.

Com o estudo da ciência numerológica, chega-se à compreensão do modo pelo qual isto se dá até nas mais simples expressões da vida diária.

Todo pensamento nosso é um ato criador, toda expressão de pensamento se prende a uma experiência, toda repetição desta é uma expressão normal e, toda vez que reprimimos uma criação para dar lugar a outra, ela passa a ser inclusa em nosso ser constitui um elemento permanente de nosso caráter.

Na nossa viagem evolutiva, a partir das primeiras fases do desenvolvimento humano, vivemos muitas vidas em várias cores e condições, e todas as condições de vida que criamos para nós passaram por essas quatro fases antes de serem registradas em nosso arquivo mental como lições aprendidas. Não é difícil conceber a idéia de sermos atraídos automaticamente para as condições que nos façam caminhar na senda da consciência do Todo. Toda família nos fornece experiências diferentes e as experiências que recebemos numa existência terrestre, constituirão no futuro nossos motivos de ação. Assim é que, pelo nosso desejo de expansão da consciência,, criamos para nós todas as associações e oportunidades de uma existência, experimentamos e expressamos as condições que elas nos oferecem, até encontrarmos novos ideais a criar.

É interessante o estudo de nós mesmos e o conhecimento do motivo que nos leva a fazer certas coisas, a negligenciar outras e a vibrar de acordo com certas expressões.

Conheceremos assim nosso propósito na vida e tudo o que pode aumentar nossa felicidade e utilidade na vida, pela revelação de nosso lugar no plano divino, assim como aquilo que devemos fazer para progredir e dar expressão mais humana ás nossas qualidades.

Conquanto estejamos numa época em que o homem, mais que nunca, toma interesse num estudo de si mesmo, ainda há relativamente poucos que são capazes de empregar inteligentemente este estudo na vida diária.

Isto acontece pelo simples motivo que o estudo de si mesmo é bastante difícil.

A Numerologia torna-se, pois, de suma utilidade, pois permite a cada qual estudar sua própria natureza e a daqueles que o rodeiam.

Conhecendo as indicações fornecidas pelos nove primeiros números, cada qual pode estar apto para dirigir-se na vida com um conhecimento real de si mesmo, de suas oportunidades e do meio em que tem de agir.

A equivalência dos números com as letras, que formam a base da Numerologia, faz parte da ciência do som. Por estudos profundos e pacientes, chegaram certos investigadores a uma determinação exata destes valores, de modo que a Numerologia se tornou um meio de cada qual harmonizar-se com as e leis da natureza e de Deus, como poderá ser verificado por você.

A Numerologia baseia-se na teoria de que o homem e sua vida são regulados pela lei matemática das vibrações. Conforme esta teoria, as vibrações do infinito, que tudo governam e dirigem, se acham expressas pela escala dos números e por uma escala correspondente de sons. Um nome é um mantra, uma invocação, um encanto. Sua eficácia provém do fato de que, em sua pronúncia, são postas em atividade certas vibrações, que correspondem à combinação de sons nele contidos; as vibrações assim produzidas constituem a base para uma mudança não só na atmosfera, como também na substância etérea. Isso é evidente para nós quando, ao pronunciar um nome, ele nos representa à mente certos característicos mais ou menos definidos, de acordo com a agudeza de nosso sentido psicométrico.

O conhecido ocultista M. P. Cristian diz a respeito do nome que se dá ao recém-nascido:

“No momento do nascimento já algo aconteceu na vida da criança: é o nome que completa a geração. Quando nossa alma cria ou evoca um pensamento, a imagem dele se grava no fluído astral, que é o receptáculo e espelho de todas as manifestações do ser.”

A imagem exprime a coisa e esta, a alma ou virtude do símbolo. Exprimir uma palavra é evocar um pensamento e torna-lo presente; o poder magnético da língua humana é o começo de toda manifestação no mundo oculto. Dar um nome não é apenas definir um ente, mas também traçar, pela emissão da palavra, seu destino, de acordo com as influências ocultas do momento.

As coisas são para nós aquilo que as fazemos pelo nome que lhe damos. A palavra de uma pessoa é uma bênção ou uma maldição, embora muitas vezes ela não o saiba; é por isso que nossa ignorância das propriedades da idéia muitas vezes nos é prejudicial.

A Numerologia é um estudo que presta serviço até aos jovens, pois ajuda-os a conhecer suas próprias tendências e qualidades, indicando o caminho mais apropriado à sua vida. Ela é, porém, muito mais importante ao adulto, pois desenvolve os hábitos de ponderação, reflexão e retidão de juízo, tão úteis ao triunfo na vida.

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