Astrologia

A Astrologia é o estudo das energias representadas pelos planetas, estrelas, constelações e demais corpos celestes sobre os seres  humanos, de fato, sobre toda a vida existente na Terra.  Sabe-se  que foi estudada e praticada pelos egípcios à 4.000 anos  A.C.,  sendo  que  provavelmente herdaram o conhecimento de suas técnicas de alguma  civilização ainda maior, anterior à sua.

Esta não é uma suposição  casual.  Existe  uma  riqueza  de  provas, agora  reveladas,  a  indicar  que  a  humanidade  havia  alcançado alto grau  de  progresso  de  conhecimento  científico  milhares de anos antes da nossa história conhecida.

Bem, sabemos da influência que a lua e o sol exercem  sobre  as mares. Em consequência, milhões  de  toneladas  de  água  são  mantidas em constante movimento em todos os  oceanos  do  mundo.  Menos óbvio, porém não menos conhecido, é o efeito obstrutor que  certas conjunções planetárias tem sobre a transmissões de  rádio  e TV. Também se sabe que as manchas e as explosões  solares  tem   poderosos efeitos sobre as condições  do  tempo  na  Terra  e  a  mudança da concentração de íons em nossa atmosfera.

Numa pesquisa sobre esse aspecto, quando havia  menos  íons  negativos no ar – por exemplo, depois  de  um  vento  forte,  ou  quando o ar estava circulando pouco – as pessoas apresentavam no  cérebro níveis mais elevados do  neurotransmissor  serotonina  e  sentiam problemas respiratórios, irritabilidade e insônia.  Como  a serotonina ajuda a  transmitir  impulsos  dentro  do  cérebro,  qualquer coisa que afete sua atividade  pode  também  afetar  os  pensamentos e os sentimentos.

Todas as mudanças na constituição elétrica do ar tem efeito  correspondente sobre a vida vegetal, animal e  humana,  causando  com frequência crises de depressão ou  entusiasmo  entre  grande  número de pessoas. A astrologia pressupõe que essas  influências  observadas se façam acompanhar de uma infinidade de outras  que,  embora  mais  sutis,  tem  profundo  efeito  sobre  a  vida,  os  pensamentos e as emoções humanas.

Como muitas outras práticas antigas  a  astrologia  tem  um  aspecto exotérico e outro esotérico. Por um lado ela oferece uma  análise das influências obviamente exercidas; por outro lado ela  sugere, aos estudantes mais sérios, caminhos  que  abrangem,  ou  melhor, que abrem portas ocultas para a super consciência, o  que  equivale a dizer para o terceiro nível de percepção.  Apesar  da  astrologia ter se  tornado  mais  conhecida  e  mais  amplamente  aceita  nos  últimos  anos,  a  maioria  das  pessoas  no  mundo  ocidental a considera pseudo ciência, mais como um  divertimento  do que  como  um  guia  seguro.  Entre  aquelas  que  a  encaram  seriamente quase todas a veem apenas como instrumento de análise  de caráter ou como  técnica  de  predizer  ocorrências  futuras.  Naturalmente, existe o inevitável  punhado  dos  que  levam  seu  interesse a extremos. Esses são os fatalistas que  consultam  os  astrólogos sobre  o  que  usar,  onde  comer,  etc.  Suas  ações  ridículas tem feito muitos  estudantes conscienciosos voltar  a  costas para essa arte. Contudo, o interesse  pela  astrologia  é  grande e continua crescendo.

O horóscopo  é  indispensável  a  todas  as  interpretações  astrológicas. Ele requer um mapa no qual um círculo é  desenhado  e depois dividido em doze setores  iguais  (30  graus)  chamados  “casas”, sobre as  quais  falaremos  mais  adiante.  O  norte  é  situado na parte inferior e o sul no topo, o oposto  dos  nossos  mapas. Isto é feito para concordar com a aparência  do  céu  que  vemos quando olhamos para o alto.  Cada  casa  tem  seu  próprio  caráter e seus próprios atributos e o indivíduo  é  influenciado  conforme os planetas e constelações que estejam passando através  dessas casas em qualquer momento. Assim,  pode-se  escolher  uma  data no passado – ou no futuro  –  e  as  influências  presentes  nessa época, calculadas. Por meio dessas informações o astrólogo  que levantou o horóscopo  pode  revelar  a  seu  consulente,  as  várias possibilidades existentes ou as que  poderão  existir  na  época em questão.

As influências exercidas  nunca  são  simples;  sempre  são  complexas.

É  impossível  calcular  toda  a  infinidade   de   fatores  envolvidos e assim, via de  regra,  somente  os  elementos  mais  poderosos e mais significativos  são  levados  em  consideração.  Desse modo um astrólogo realmente bom muitas vezes pode alcançar  o terceiro nível de percepção em busca de inspiração,  se é  que  ele vai ler o mapa acuradamente. Isto quase sempre  é  feito  de  modo natural e sem nenhum esforço consciente.

Existem  astrólogos  que  relutam  em   fazer   declarações  definidas sobre o futuro porque  sustentam  que  as  influências  celestes apenas criam uma condição,  uma  predisposição,  melhor  dizendo, para um acontecimento, mas não garantem que ele  ocorra  – posição esta  com  a  qual  somos  plenamente  concordes.  Nós  sentimos que o elemento humano de livre escolha sempre  se  pode  fazer presente, as vezes até mesmo no último  momento,  causando assim uma mudança.

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